valsa - Oscar de Almeida e Eduardo das Neves - Eduardo das Neves Casa Edison 120.257
Há quanto tempo saudoso Procuro em vão Colombina Sumiu-se a treda ladina Deixou-me em trevas choroso
Procuro-a sim como um louco Nos becos, nas avenidas As esperanças perdidas Tendo-as vou já pouco a pouco
Se em todo o carnaval Não conseguir ao menos Seu rosto fitar Palavra de Pierrot Eu juro me matar Não posso suportar Esta cruel ausência Que me afoga em dor Meu coração morrer Sinto de amor É dia de risos e flores Todos folgam só eu não Ela, talvez num cordão Procure novos amores
Oh! Companheira impiedosa Vê que suplício cruel Vejo a minha alma afogar-se Num oceano de fel
Oh!: Vós que acabaes de ouvir Meu pranto, meu padecer Tenho um pedido a fazer Tenham dó do meu carpir Se encontrarem Colombina Que é da minha alma o vigor Digam-lhe que assim se fina Procurando-a, seu Pierrot