Filho de um italiano, pintor, decorador e cantor lírico amador Gastão Formenti
nasceu em Guaratinguetá em 24.6.1894 e tinha um ano de idade quando a familia
mudou-se para São Paulo. Estudou o primário na Escola Filorette Fondacari em
São Paulo e o secundário no Ginásio São Bento no Rio de Janeiro, para onde
se mudou com a família, em 1910. Tendo estudado pintura com o pai e Pedro Strina,
desde os nove anos, passou a trabalhar com pintura em artesanato de
vitrais e mosaicos, já que o pai viera para o Brasil montar uma fábrica
especializada no ramo. Exerceu até a morte o ofício de pintor. Em sua casa
tudo era propício à arte, inclusive ao bel-canto.
1920
A 25 de fevereiro de 1920 casou com Odília de Oliveira e teve dois filhos: Godofredo e Cesar.
1927
Levado pelo escritor Gastão Penalva, apresentou-se na Rádio Sociedade, cantando
Ontem ao luar (de Pedro de Alcântara, com letra de Catulo da Paixão Cearense).
A aprovação dos ouvintes determinaria o início de sua carreira. Vem a ser, nesse ano,
um dos primeiros cantores a serem contratados pela Odeon, que a pouco inaugurara no
Brasil o sistema elétrico de gravação. Seu primeiro disco incluía a canção sertaneja
Anoitecer (de autor anônimo) e o tango sertanejo Cabocla apaixonada
(Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso). Em seguida, gravou composições de Joubert de
Carvalho, entre as quais Canarinho, Rolinha, Boca pintada e
Sabiá mimoso. De 1927 a 1930, lançou músicas tanto pela Odeon, como pela sua
subsidiária, a Parlophon. Talvez seja o intérprete de mais técnica que tivemos,
sem, todavia, deixar de lado a emoção.
1928
Obteve êxito extraordinário com a gravação, na Parlophon, da canção
Casa de caboclo, música de Hekel Tavares sobre motivos de
Chiquinha Gonzaga e versos de Luís Peixoto.
1930
Ao lado de Carmen Miranda, foi o primeiro cantor brasileiro a assinar
contrato de rádio (com a Mayrink Veiga). Ainda nesse ano, transferiu-se
para a Rádio Transmissora.
1931
Em fevereiro gravou um disco na Columbia e, logo depois, foi contratado pela
Victor, através da qual lançou várias músicas da dupla Joubert de Carvalho e
Olegário Mariano, como o cateretê De papo pro ar, a canção Zíngara
e o fox Beduíno.
1932
Em junho gravou a canção Maringá (Joubert de Carvalho), que alcançou
grande sucesso e que, mais tarde, daria nome à cidade paranaense. Em novembro
do mesmo ano, gravou e fez sucesso com Na serra da Mantiqueira (Ari Kerner).
1933
Depois de gravar Folhas ao vento (Milton Amaral), passou a atuar na Rádio Clube.
1934
Lançou várias composições de Valdemar Henrique.
1935
Cantor essencialmente romântico, fez sucesso no Carnaval com Samba da saudade
(Ronaldo Lupo e Saint-Clair Sena).
1937
Depois de mais um grande êxito com a canção Coração, por que soluças
(José Maria de Abreu e Saint-Clair Sena), voltou para a Odeon.
1939
Gravou pela Colúmbia, e obteve grande sucesso com a valsa Não sei para que viver
(Saint-Clair Sena).
1941
Praticamente encerra a carreira, que sempre conduziu mais pelo amor à arte.
Seria, daí por diante, somente o pintor de quadros a óleo, que nunca deixou de ser,
de talento consagrado por vários prêmios.
1947
Ainda na Odeon, lançou a valsa Não vale recordar (José Conde e Mário Rossi)
e a toada-rumba Lua malvada (Saint-Clair Sena).
1952
Agora na Victor, regravou Nhá Maria e Trovas de amor
(ambas de Joubert de Carvalho).
1956
Na Sinter, relançou De papo pro ar e Maringá.
1959
A RCA Victor regravou seus grandes sucessos no LP "Quadros musicais".
Após esse lançamento, retirou-se definitivamente da vida artística.
Em 78 rpm, no total, foram 153 discos com 299 músicas, podendo ser considerado um
dos grandes cantores brasileiros de todos os tempos, pela voz, interpretação,
técnica e repertório.
Formenti faleceu em 28 de maio de 1974, no Rio de Janeiro.
Em nosso Collector´s Notícias de Julho/Agosto de 1994 prestamos-lhe uma
homenagem pela passagem do centenário do seu nascimento.
COLLECTOR'S STUDIOS LTDA.
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Nasceu em 24.06.1894, Guaratinguetá, SP
Faleceu em 28.05.1974, Rio de Janeiro, RJ
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