Compositor e radialista, nascido no Rio de Janeiro RJ, no bairro de Laranjeiras, dia 21 de março de 1915, aos sete anos foi morar em Vila Isabel.
Durante o dia estudava no Colégio São Bento e à noite tocava cavaquinho nos bailes de Vila Isabel.
Aos 18 anos foi trabalhar como contra-regra na Rádio Philips, com o irmão, o futuro
compositor Evaldo Rui, colaborando no Programa Casé, do qual participavam grandes
nomes do mundo artístico.
Com esse programa transferiu-se para a Rádio Sociedade, onde, além de contra-regra, organizou
a discoteca e foi locutor.
Passou depois a exercer essas funções na Rádio Transmissora e, logo em seguida, na Nacional,
onde também foi locutor esportivo.
Usando sua experiência anterior, desenvolveu várias atividades na Rádio Nacional, que liderava a
audiência na época: escreveu o enredo de O Grande Teatro, de César Ladeira, um dos maiores
sucessos do rádio, organizou uma orquestra sinfônica com 68 integrantes que já atuavam na
emissora, e criou, por volta de 1945, o programa A Canção Romântica, especialmente para
Francisco Alves, que deu um novo impulso à carreira do cantor.
Mais tarde passou a dirigir o programa Um milhão de melodias, no qual vários cantores se
apresentavam interpretando versões de sua autoria.
Seu primeiro sucesso como compositor foi a marchinha Barnabé (com Antônio Almeida), uma
sátira ao funcionalismo público, e que se tornou sinônimo de funcionário público de categoria
modesta.
Seguiram-se outros sucessos, como os sambas De conversa em conversa (com Lúcio Alves),
em 1943, gravado por Isaura Garcia na Victor, em 1947, Adeus, América e Tintim por tintim
(ambas com Geraldo Jacques), lançadas por Os Cariocas na Continental e Sinter, respectivamente.
Mais tarde, deixou a Nacional e foi para a Rádio Mayrink Veiga, onde se tornou responsável por
diversos programas humorísticos, lançando inclusive Chico Anísio e Sérgio Porto, o Stanislaw
Ponte Preta. Esse Norte é de morte, A Cidade se diverte, Alegria da rua foram alguns de
seus sucessos na programação da emissora.
Com Geraldo Jacques fez ainda o samba Joãozinho boa pinta, gravado por Fafá Lemos
na Victor em 1954 e, com seu mais bem sucedido parceiro, Luis Reis, compôs Palhaçada,
samba lançado por Miltinho (RGE), em 1963.
Miltinho gravou várias outras músicas desta dupla, entre as quais o Só vou de mulher,
Devagar com a louça e Meu nome é ninguém.
Tiveram ainda composições gravadas por Elisete Cardoso (Tudo, é magnifico,
Nossos momentos, entre outras), Dóris Monteiro (Fiz o bobão), Araci de Almeida
(Não se aprende na escola) e Nora Ney. É autor de inúmeras versões: Trolley Song,
Poinciana, Malagueña, Adios, pampa mia, Adios muchachos, Uno, Amor.
Sua atividade de compositor diminuiu, quando foi para a TV Globo, onde passou a trabalhar
na produção de programas humorísticos, ao lado de Max Nunes, seu parceiro em programas
de humor desde os tempos da Rádio Nacional.