Cantora e atriz, seu nome verdadeiro é Victoria Bonaiute. Nasceu em São Paulo SP em 22/11/1924.
De origem humilde, foi interna no Colégio Batista Brasileiro,
de São Paulo, dos quatro aos 17 anos.
Trabalhava ali mesmo para custear seus estudos e sempre
representava a escola nas competições esportivas intercolegiais.
Também costumava cantar nas festinhas promovidas pela escola.
Foi casada com o ator Luís Delfino.
Em 1954, passou a estudar balé, não profissionalmente, apenas para manter a forma.
Considerada uma das grandes divas da era do rádio e dos auditórios.
Estreou como cantora aos 13 anos de idade apresentando-se no
programa "Hora do estudante", na Rádio Bandeirantes de São Paulo.
1940
Estreou profissionalmente na Rádio Tupi.
Nessa ocasião, adotou o nome artístico de Marlene em homenagem à atriz
alemã Marlene Dietrich. Nesse mesmo ano, mudou-se para o Rio de Janeiro
e passou a atuar no Cassino da Urca e na Rádio Globo.
Atuou em seguida na Rádio Mayrink Veiga e no Cassino Icaraí em Niterói.
Atuou também como crooner do Golden Room do Hotel Copacabana Palace, onde
passaria em longa temporada e de onde chegou a estrela principal.
1944
Atuou no filme "Corações sem piloto", de Luís de Barros.
1945
Participou de "Pif-paf", filme de Ademar Gonzaga e Luís de Barros.
1946
Estreou em disco pela gravadora Odeon cantando com acompanhamento do
conjunto Brazilian Serenaders o samba-choro Swing no Morro,
de Amado Régis e Felisberto Martins e o samba Ginga, ginga, moreno,
de João de Deus e H. Nascimento. Nesse ano, gravou com os Vocalistas Tropicais,
para o carnaval seguinte, a marcha Coitadinho do papai, de Henrique de
Almeida e M. Garcez que fez bastante sucesso. Ainde neste ano, atuou no filme
"Caídos do céu", de Luís de Barros.
1947
Fez apresentações na boate Casablanca, acompanhada por Bené Nunes ao piano,
Abel Ferreira na clarineta, Vidal no contrabaixo e Meneses na guitarra,
além de outros músicos. Nesse ano, foi a primeira cantora a gravar pelo selo Star,
futura gravadora Copacabana registrando a marcha Subúrbio da Central,
de Carvalhinho e Mário Rossi e o samba Gabriela, de Romeu Gentil e
Valtamito Goulart. Sua carreira tomou impulso no ano seguinte, quando foi
contratada pela Rádio Nacional onde se tornaria uma das principais estrelas
da música popular brasileira. Na Nacional, sua estréia deu-se no
"Programa César de Alencar", quando recebeu o slogan
"Ela que canta e samba diferente". Nesse ano, foi contratada pela gravadora
Continental estreando com os choros Toca Pedroca, de
Pedroca e Mário Morais e Casadinhos, de Luiz Bittencourt e Tuiú,
este, cantado em dueto com o radialista César de Alencar.
1949
Gravou com Emilinha Borba o samba Eu já vi tudo, de Peterpan e
Amadeu Veloso e a marcha Casca de arroz, de Arlindo Marques Júnior e
Roberto Roberti, com acompanhamento de Severino Araújo e sua orquestra
Tabajara, desfazendo os rumores da suposta inimizade entre as duas cantoras.
Nesse ano, foi eleita "Rainha do Rádio", em concurso promovido pela
Associação Brasileira de Rádio, ABR. Com o prestígio do título,
ganhou um programa só seu na Rádio Nacional intitulado "Duas majestades" e
um novo horário no "Programa Manuel Barcelos", onde permaneceu como estrela
até o fechamento da Rádio Nacional. Nessa emissora, participou de vários
programas, entre eles os de Manuel Barcelos, César de Alencar, Paulo Gracindo,
bem como "Gente que brilha", "Trem da alegria", "Show dos bairros" e o de José Messias.
Ainda em 1949, gravou com o grupo vocal Os Cariocas e acompanhamento de
Severino Araújo e Orquestra Tabajara os baiões Macapá e Qui nem jiló,
com o qual fez sucesso, da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
1950
Gravou o choro Dona Vera tricotando, de Luiz Gonzaga e
Humberto Teixeira, que fez bastante sucesso e, com Ivon Curi,
o maxixe Nego, meu amor, de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto.
Nesse ano, gravou a rancheira Casamento de Rosa, de Luiz Gonzaga e
Zé Dantas, o maracatu Cambinda briante, de Evaldo Rui e Fernando Lobo,
o choro Esposa modelo, de José Maria de Abreu e Carlos Souza e a
polca Tome polca, de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto, com a qual
fez bastante sucesso. Voltou a gravar com Emilinha Borba,
lançando a marcha A bandinha do Irajá, de Murilo Caldas.
Ao longo de 1950, manteve o título de "Rainha do Rádio", dando início à
célebre disputa entre os seus fãs e os de Emilinha Borba, que provocou
uma rivalidade na disputa de títulos e prestígio, muito explorada pela
imprensa da época. Rompeu ainda o ciclo de vitórias, acontecido até
então, das Irmãs Linda e Dircinha Batista. Passou a ser a cantora exclusiva
do "Programa Manuel Barcelos", na Nacional enquanto Emilinha Borba passou a
ser exclusiva do de César de Alencar. Ainda em 1950, atuou na revista
"Deixa que eu chuto", no Teatro João Caetano, RJ. Atuou intensamente no
teatro musicado, excursionando pelo exterior e por todo o Brasil em
inúmeros espetáculos. Participou também do filme "Tudo azul", ao lado do
marido Luiz Delfino, produzido por Rubens Berardo e dirigido por Moacyr Fenelon.
1951
Lançou os sambas Peço licença, de Lourival Faissal, Guaraná e Manoel
Santana; Sapato de pobre, de Luiz Antônio e Jota Junior, que foi
grande sucesso e Para o inferno ou para o céu, de Manoel Santana e
Lourival Faissal e a marcha Estou com o diabo no corpo, de Haroldo Lobo
e Milton de Oliveira. Também nesse ano, gravou a valsa Vamos à praia,
de Norival Reis e Rutinaldo, o baião Pinheiral, de Luiz Antônio e
Jota Junior e o samba-mambo Panchito no mambo, de Campelo, Murilo
Vieira e Nelson Lucena e, com Ivon Curi, o baião Suspiro que vai e vem,
de Manezinho Araújo e Ismael Neto. Com os trios Madrigal e Melodia gravou o
baião Piririm, de Humberto Teixeira e Zé Dantas e o
samba Bandeira de couro, de Humberto Teixeira. Atuou nesse ano na
revista "Bonde do Catete", no Teatro João Caetano.
1952
Obteve grande repercussão, e talvez seu maior sucesso, com o samba Lata d'água,
de Luiz Antônio e Jota Junior, gravado com acompanhamento de Radamés Gnattali e sua
orquestra. Nesse ano, lançou as marchas Sereia da areia, de João de Barro,
Antônio Almeida e Nássara, Eva, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira,
outro grande sucesso e, com Jorge Goulart, Velho barrigudo, de Caribé da
Rocha e Ravenor. Lançou também o samba Aquele amor, de Geraldo Pereira e
Arnaldo Passos. Ainda em 1952, estreou no Teatro de Comédia com a peça
"Depois do casamento" com a Companhia Marlene x Luiz Delfino no Teatro Regina,
com Wanda Lacerda e Maurício Sherman, direção de Mário Brazini e cenários de
Fernando Pamplona. Atuou também na peça "Angelina e o dentista" no Teatro Rival.
1953
Fez sucesso com os sambas Zé Marmita, de Brasinha e Luiz Antônio
e Gente do morro, de Getúlio Macedo, Manuel Santana e Benê Alexandre.
Gravou também a marcha Quebra mar, de Adelino Moreira, José Gonçalves e
Zilda Gonçalves e o samba Gente do morro, de Manoel Santana, Getúlio Macedo
e Bené Alexandre. Em dueto com Paulo Tapajós gravou os baiões Eu vou pro Ceará,
de Humberto Teixeira e Baião no deserto, de Abel Ferreira, José Menezes e
Paulo Tapajós. Nesse ano, gravou um disco pela gravadora Todamérica com os
baiões Baião do gago, de Luiz Vieira e Estrela miúda, de Luiz
Vieira e João do Vale e atuou na peça "Maya", no Teatro Rival, com Luiz Delfino
e Roberto Duval.
1954
Gravou os sambas Patinete no morro, de Luiz Antônio e Mora na filosofia,
de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos, com os quais fez grande sucesso, além dos
sambas Toma jeito João!, de Luiz Bandeira; Batucada, de
João de Barro; o baião Mariquinha namoradeira, de Caribé da Rocha e
Luiz Bandeira e as marchas Funga-funga, de José Gonçalves e
Adelino Moreira e a Marcha do tambor, de Jurandir Prates,
Hianto de Almeida e Evaldo Rui. Fez sucesso também com a marcha É sempre o papai,
de Miguel Gustavo.
1955
Atuou na revista "Me leva que eu vou", no Teatro João Caetano.
Nesse ano, gravou com Chiquinho e Sua Orquestra o choro O lenço do Chiquinho,
de Hianto de Almeida e Haroldo de Almeida. Também no mesmo ano, fez sucesso com
a valsa Marlene meu bem, de Mário Lago e o samba Saudosa maloca,
de Adoniran Barbosa. Gravou também o samba Couro do falecido, de
Monsueto Menezes e Jorge de Castro e a Marcha do Ibrahim, de Miguel Gustavo.
1956
Ingressou na gravadora RCA Victor e lançou logo dois discos com as
marchas Papai do céu castiga, de Antônio Almeida e Jota Junior e
Cão que ladra não morde, de Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Oldemar
Magalhães e os sambas Inda tem que rebolar, de Antônio Almeida e
Zé Tinoco e Ingratião, de Jota Junior, Oldemar Magalhães e Vera Silva.
Fez sucesso nessa época com o samba O lamento da lavadeira, de Monsueto,
Nilo Chagas e J. Vieira Filho. Nesse ano, com a finalidade exclusiva de
homenagear o compositor Assis Valente, então muito esquecido,
lançou pela gravadora Sinter o LP "Marlene apresenta sucessos de Assis Valente"
no qual cantou os sucessos Recenseamento, Camisa listrada,
Cansado de sambar, Maria boa, E o muno não se acabou,
Boas festas, Jarro d'água, Uva de caminhão e Té já.
Também no mesmo ano, recebeu o título de "Favorita da Aeronáutica",
outorgado pela FAB, Força Aérea Brasileira e entregue pelo ministro
da Aeronáutica, brigadeiro Eduardo Gomes.
1957
Voltou a atuar no Teatro João Caetano, na revista "Aperta o cinto".
Nesse ano gravou os sambas Grand mond do crioléu, de Ary Barroso;
Dora me disse, de Jota Junior e Oldemar Magalhães; Saudades da Bahia,
de Dorival Caymmi; Quero samba, de Zé Keti e Minha candeia, de
Luiz Vieira e João do Vale.
1958
Gravou o coco Biá-tá-tá, de Hekel Tavares e o batuque Eu subi,
de João da Baiana e Príncipe Pretinho. Ainda em 1958, ingressou na Odeon e
gravou o beguine O gandoleiro, de Angelis e Broussolle com versão
de Sérgio Porto e a toada Canoeiro, de Dorival Caymmi.
Em seguida gravou o choro Bom que doi, de Luiz Bonfá e Aloísio de Oliveira.
1959
Lançou o LP "Explosiva", pela Odeon e no qual se destacaram como sucesso o
samba Apito no samba, de Luiz Bandeira e Luiz Antônio e o samba-canção
Brigas nunca mais, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
Nesse ano, a convite da cantora francesa Edith Piaf tornou-se a primeira
brasileira a apresentar-se no Teatro Olympia, de Paris.
Também no mesmo ano, atuou na peça "Tia Mame", no Teatro Dulcina, com Dulcina
de Moraes, Odilon, Conchita de Moraes, Gracinda Freire, Yolanda Cardoso e
Thelma Reston. Também nessa época, recebeu o título de "Cidadã carioca",
outorgado pela Câmara de Vereadores do Distrito Federal.
1960
Lançou o LP "Caixinha de saudade", pela Odeon, cantando entre outras, as
marchinhas Aí, heim? e Isso é lá com Santo Antônio,
ambas de Lamartine Babo, Esquina do pecado, de Francisco Mattoso,
Amor, amor e Um pouquinho de amor, de Joubert de Carvalho
e Cartinha cor de rosa e Primavera no Rio, de João de Barro.
1963
Gravou para o carnaval de 1963 a marcha Twist no carnaval,
de João de Barro e Jota Junior. Nesse ano, lançou o LP "Sassaruê",
que pretendia lançar um novo ritmo e dança, intitulados "sassaruê", com onze
composições de Marino Pinto e Pernambuco, entre as quais, ABC do Sassaruê,
Denguinho, Quem me deu a flor, Vamos sassaruá, Sassaruá, meu bem e
Sultão de Bagdá.
1965
Recebeu o troféu "IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro",
conferido pela Superintendência dos Festejos do IV Centenário do Rio de Janeiro, que
lhe foi entregue no programa de Manoel Barcellos pelo acessor do secretário de
Cultura do Estado da Guanabara.
1968
Participou da gravação dos LPs "Carnavália - Eneida conta a
História do carnaval - volume 1 e 2", com sete pot-pourris cada um
com composições de carnaval, tais como A dor de cotovelo no carnaval,
A sátira no carnaval, A bebida no carnaval e Os bichos no carnaval.
Nesse ano, prestou seu primeiro depoimento ao Museu da Imagem e do Som.
Ainda em 1968, estrelou o musical de P. A . Grisolli e Sidney Miller
intitulado "Carnavália", ao lado da cronista Eneida e dos cantores
Nuno Roland e Blecaute que ficou quase um ano em cartaz no Rio de Janeiro.
1969
Recebeu o "Troféu Carmen Miranda", criado para premiar os melhores
intérpretes de carnaval nos concursos promovidos pelo Museu da Imagem
e do Som e patrocinados pela TV Tupi e Secretaria de Turismo do Rio de
Janeiro.
1970
Tornou a receber o "Troféu Carmen Miranda".
Também em 1970, lançou o LP "É a maior", no qual interpretou
A onda, de Mário Lago, Fez bobagem, de Assis Valente,
Jóia falsa, de Evaldo Rui, Beco do Mota, de Milton Nascimento e
Fernando Brandt e Coração vagabundo, de Caetano Veloso.
Ainda neste ano, atuou na peça "Alice no país divino maravilhoso", no
Teatro Casa Grande, com Ary Fontoura, Milton Gonçalves e Hildegard Angel,
com direção de Sidney Miller e Paulo Afonso Grisolli.
1972
Recebeu o diploma "Campeão do carnaval", como puxadora do samba-enredo da
Escola de Samba Império Serrano. Também nesse ano, concedeu um segundo
depoimento ao MIS e iniciou a temporada da peça "Botequim", que
permaneceu por dois anos no Teatro Princesa Isabel e depois no
Teatro João Caetano, além de percorrer várias capitais brasileiras.
Faziam parte do elenco lvan Cândido, Osvaldo Louzada, André Valli e
Isolda Cresta, com direção de Gianfrancesco Guarnieri.
1973
Tornou-se a única cantora a receber por três vezes o "Troféu Carmen Miranda",
de intérpretes de músicas de carnaval. Nesse ano, lançou o LP "Botequim", pela RGE
com a trilha sonora da peça de mesmo nome, com músicas e Toquinho e Gianfrancesco
Guarnieri como Quem sabe mais, Sou assim, Esperando por você,
Canção do medo, Mesa de bar e Vem amor, vem vingança, entre outras.
1974
Estreou a peça "A dama de copas e o rei de Cuba" no Teatro Santa Rosa,
com Emiliano Queiroz e Wanda Lacerda. Nesse ano, estrelou o show
"Te pego pela palavra" na Boate Number One e no Teatro Senac. Foi também lançado
o LP do show no qual interpretou canções como Serenô, de Antônio Almeida,
Cabaré, de Aldir Blanc e João Bosco; Trem de Alagoas, de Ascenso
Ferreira e Waldemar Henrique; Roupa prateada, de Zé Rodrix;
Meu coração é um pandeiro, de Gonzaguinha; Ponta de areia, de
Milton Nascimento e Fernando Brandt; Pra onde vai, valente?, de
Manezinho Araújo e Ronda, de Paulo Vanzolini, além de seus grandes
sucessos Lata d'água e Zé Marmita. Ainda nesse ano, recebeu o título
de "Madrinha da banda de Ipanema", realização de Albino Pinheiro, quando
desfilou ao lado de Martinho da Vila. Atuou ainda na remontagem do
show "Carnavália", no Teatro Opinião, com Albino Pinheiro, Nuno Roland e Paulo Marquez.
1976
Participou do Projeto Seis e Meia atuando ao lado de Gonzaguinha no Teatro
João Caetano e participou da peça "O quarteto", no Teatro lpanema, trabalhando
ao lado de Ziembinsky, Roberto Pirilo e Louise Cardoso, com direção de
Ziembinsky.
1977
Lançou o LP "Antologia da marchinha", no qual
interpretou pot-pourris de Joubert de Carvalho, João de Barro, Noel Rosa,
Tom Jobim, Francisco Mattoso, Chico Buarque, Assis Valente, Lamartine Babo,
Ary Barroso e Custódio Mesquita.
1979
Participou da "Ópera do malandro", de Chico Buarque no Teatro São Pedro,
SP, que contou com as participações de Abraão Farc, Tânia Alves e grande elenco.
Essa peça viajou durante dois anos por todo o Brasil. No disco da peça lançado
pela Philips cantou com sucesso a música Viver de amor, de Chico Buarque e
Francis Hime.
1980
Participou com João Bosco do Projeto Pixinguinha viajando por toda a região
sudeste.
1982
Atuou no show "Na boca do povo" inaugurando o Projeto Carnavalesca da
Funarte, com a participação do conjunto
Coisas Nossas. Também nesse ano, trabalhou na peça "A mente capta", apresentada
no Teatro da Praia, RJ, com Anselmo Vasconcelos, Cininha de Paula, Louise
Cardoso, Berty Erthal, Claudia Gimenez, Cristina Ferreira e Diogo Vilela, com
direção de Wolf Maia.
1983
Prestou depoimento ao Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro.
1984
Participou do show "É com esse que eu vou", da da série "Carnavalesca" da Funarte,
com direção de Ricardo C. Albin sobre a obra do compositor Pedro Caetano e que
contou com a participação do conjunto Céu da Boca.
1985
Recebeu o título de "Cidadã Honorária da Cidade do Rio de Janeiro", outorgado
pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, por proposição do vereador
Mauricio Azêdo e o "Troféu Funarte", homenagem aos ídolos da Rádio Nacional.
Fez também o seu terceiro depoimento para o Museu da Imagem e do Som.
1986
Participou do show "Praça Onze dos bambas", com direção de Ricardo Cravo Albin
sobre a história da Praça Onze e seus bambas do samba e que contou com as
participações de Zeca do Trombone, Alceu Maia e Aécio Flávio e foi considerado
pela crítica o "Melhor show do ano". Viajou ainda pelas regiões Nordeste e
Sudeste com o Projeto Pixinguinha.
1987
Foi apresentadora do "Programa Marlene total", na Rádio
Ministério da Educação, no qual mostrava as raízes da MPB, entrevistando
personalidades da música e da cultura em geral. Esse programa foi premiado nos
Estados Unidos.
1990
Recebeu a "Medalha Funarj", conferido pela
Funarj, Fundação Nacional de Artes do Rio de Janeiro pelo conjunto de trabalhos
prestados à cidade do Rio de Janeiro.
1991
Fez a peça "Um céu de asfalto"
no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil, RJ, com excursão por várias
capitais do Nordeste, com direção de Luiz Fernando Lôbo.
1993
Fez depoimento
sobre sua carreira para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Recebeu no
mesmo ano, a "Medalha Tirandentes", outorgada pela Câmara de Deputados do
Rio de Janeiro, por iniciativa da deputada Dayse Lucidi e, o "Título de Gratidão"
da Cidade de São Paulo, outorgada pela Câmara de Vereadores da Cidade de São
Paulo, por proposição da vereadora Lydia Correia.
1995
Fez no Canecão com direção de Túlio Feliciano o show "50 anos de alegria", de
abertura das festividades dos seus 50 anos de carreira.
1998
Lançou o CD "Estrela da vida", música título de sua autoria com Paulo Baiano e
Zé Carlos Asberg e no qual cantou entre outras músicas, Olha, de Roberto
Carlos e Erasmo Carlos; Como uma onda, de Nelson Motta e Lulu Santos e
Meu guri, Uma canção desnaturada e Geni e o zepelim, de Chico Buarque.
A partir dessa época, passou a atuar anualmente nos "shows" públicos promovidos
pela Prefeitura do Rio, durante os festejos de fim de ano nas areias de
Copacabana e do carnaval na Cinelândia, ao lado de um selecionado elenco das
chamadas "estrelas da velha guarda".
2002
Apresentou-se em temporada de duas semanas no Teatro Rival BR com o show
"Marleníssima", escrito e dirigido por R. C. Albin, no qual cantava apenas os
seus grandes sucessos, em retrospectiva, desde o final dos anos 1940 até a
atualidade. Deste show o seu fan-clube "Família Marlenista" tirou um CD com o
mesmo título, gravado ao vivo, mas não distribuído comercialmente.
2003
Fez uma tournê pelas lonas culturais do município divulgando seu último disco
que foi vendido em praças públicas por ela mesma. No mesmo ano fez shou no
Teatro Rival. Foi também publicada a brochura "A incomparável", de César
Sepúlveda, contando sua vida e que foi acompanhada de um CD com o registro do
show no Teatro Rival. Também nesse ano, o colecionador Haroldo Coronel começou
a desenvolver o projeto "Marlene, teu nome é Vitória", com alentado arquivo
fotográfico sobre a cantora.
2004
Apresentou-se com sucesso no popular baile carnavalesco da Cinelândia,
centro do Rio de Janeiro.