FREIRE JÚNIOR (Francisco José Freire Júnior).
Revistógrafo, instrumentista e compositor.
Nasceu em Santa Maria Madalena RJ em 04.08.1881. Filho do fazendeiro
Francisco José Freire, tinha oito anos quando se transferiu com a família
para o Rio de Janeiro. Fez o primário no Externato Hermes e o secundário
no Colégio Pedro Il.
Aos 14 anos começou a compor para um grupo de teatro amador do bairro de
Santa Tereza, onde morava. Ali estreou compondo a música da peça
"O Primo da Califórnia", de França Júnior, executando-a ao piano, que tocava
de ouvido. Nesse espetáculo conheceu Chiquinha Gonzaga, que o incentivou
a estudar com o maestro Agnelo França, no I.N.M.
Formado em odontologia em 1908, foi nomeado dentista do Ministério da Justiça e
Negócios Interiores em 1910. Na época em que cursava a faculdade, residia na ilha
de Paquetá, onde, durante alguns anos, dirigiu o "Paqueiá Jornal".
Em 1917 estreou como compositor de teatro profissional com a partitura de
Tudo dança, revista de Alvarenga Fonseca e J. Miranda, encenada no
Teatro Carlos Gomes.
Dois anos mais tarde, estreou como autor teatral, com a burleta "Flor do mal", cujas
músicas são também de sua autoria. Em seguida, diversas burletas suas
alcançaram êxito, sobretudo as lançadas pela Companhia Alda Garrido.
Para a revista "Reco-reco", de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, compôs
Ai, amor, que foi grande sucesso.
Em 1921 fez, com Careca (Luis Nunes Sampaio), a marchinha Ai, seu mé!,
cuja letra satirizava Artur Bernardes, na época candidato à presidência da
República. Para evitar complicações, assinou-a com o pseudônimo de
Canalha das Ruas, o que náo evitou que fosse preso.
Ai, seu mé! foi muito cantada no Carnaval de 1922. Também de 1922 é a
sua composição Luar de Paquetá (com Hermes Fontes).
Em 1923 escreveu a burleta "Luar de Paquetá", que incluía sua marchinha
Não olhe assim.
Em 1926 tornou-se diretor da gravadora Odeon, na qual foi o responsável pelo
sucesso de Francisco Alves, cuja carreira discográfica, iniciada em 1919, pela
gravadora Popular, havia sido interrompida com a extinção da etiqueta,
Nesse mesmo ano, compôs o maxixe Café com leite e, em 1930, lançou
Seu Julinho vem.
De 1934 a 1939 ocupou o cargo de empresário do Teatro Recreio e, em 1936,
assumiu a direção do Teatro Cômico da Empresa Pascoal Segreto.
Mais tarde dirigiu outras companhias teatrais, como as de Beatriz Costa,
Oscarito e Ferreira da Silva.
De 1942 a 1950 foi diretor-tesoureiro da SBAT, tendo sido também conselheiro
da entidade.
Em 1944 foi nomeado diretor de produçào da Companhia Walter Pinto; nessa época,
obteve sucesso com várias revistas, especialmente com "Eu quero sassaricá",
campeã de bilheteria em 1951, que lhe valeu, no ano seguinte, uma medalha de
ouro de produção.
Em 1954, com 73 anos, tentou, sem êxito, empresariar suas próprias peças,
aplicando tudo que possuía em "E sopa no mel", na qual Luis Pujol era parceiro.
Esse fracasso, seguido do da revista "Boa até a última gota" e outros problemas
pessoais levaram-no a um desequilíbrio nervoso do que veio a falecer
em 06.10.1956 no Rio de Janeiro - RJ.
COLLECTOR'S STUDIOS LTDA.
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Nasceu em 04.08.1881
Faleceu em 06.10.1956
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