Noel de Medeiros Rosa, filho de Manoel Medeiros Rosa, gerente de uma camisaria, e da professora Marta de Azevedo nasceu em 11 de dezembro de 1910.
Sofreu toda a vida as consequêcias de um parto difícil que provocou uma fratura no maxilar deixando-o um defeito no queixo.
Quando ainda pequeno, o pai foi trabalhar em Araçatuba como agrimensor numa fazenda de café. A mãe abriu uma escola em sua própria residencia, no bairro de Vila Isabel sustentando assim seus filhos.
Noel aos 13 anos já alfabetizado pela mãe entrou para o colégio Maisonnette cursando depois o São Bento onde ficou até 1928, conhecido pelos colegas como Queixinho.
Aos 13 anos começou a tocar bandolim de ouvido, logo passando para o violão que aprendeu com o pai e amigos da casa.
Em 1929, terminado o ginásio preparou-se par entrar na Faculdade de Medicina mas sem deixar de lado o violão e as serestas. Não terminou seu curso de medicina.
Naquele tempo, alguns estudantes do Colégio Batista e moradores de Vila Isabel, haviam formado um conjunto musical chamado Flor do Tempo que se apresentava em festas de família.
Convidados a gravar em 1929 o grupo foi reformulado com o novo nome de Bando de Tangarás, conservando João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito componentes da primitiva formação e, incluindo Noel, pois embora jovem era conhecido no bairro como bom violonista.
Participou assim das primerias gravações do Bando de Tangarás. No mesmo ano escreveu suas primeiras composições: Minha viola, uma embolada e Festa no céu, uma toada que gravou em disco Parlophon.
Embora com uma vida muito curta Noel tornou-se um dos mais férteis compositores do seu tempo. Em apenas 10 anos chegou a compor mais de 200 músicas entre as quais inúmeros sucessos lembrados até hoje.
Na sua obra completa não vamos falar das composições que foram gravadas por outros cantores e sim das que ele mesmo gravou. Ele aqui é apresentado como cantor.
Depois da primeira gravação voltou a gravar aquele que foi o seu primeiro grande sucesso: Com que roupa.
Ainda na Parlophon gravou duas versões para Cordiais saudações assim como realizou uma outra gravação de Com que roupa cantando com I.G. Loyola.
Em julho de 1931 estreou no Rio a revista Mar de rosas, de Gastão Penalva e Velho Sobrinho cujo repertório incluia os sambas Cordiais saudações, Mulata fuzarqueira e Mão no remo, todas de Noel Rosa. As duas primeiras foram gravadas por ele próprio e a última feita em parceria com Ary Barroso, foi gravada por Silvio Caldas.
Depois de passar pela Rádio Educadora e pela Mayrink Veiga em 1931, Noel atuou na Rádio Philips, onde, a partir de fevereiro de 1932., trabalhou como contra-regra do Programa Casé mas apresentando-se também como cantor, ao lado de Marília Batista, Almirante, João de Barro e outros.
Formando com Lamartine Babo e Mário Reis o conjunto Ases do Samba apresentou-se em São Paulo onde obteve sucesso animando-se a excursionar pelo sul.
Em Porto Alegre exibiu-se no Cine Teatro Imperial juntamente com o pianista Nonô, Mário Reis, Francisco Alves e bandolinista Peri Cunha.
Em disco deixou registrado seis gravações com Marilia Batista, e alguns duetos com João Petra de Barros, I.G. Loyola, Ismael Silva e Léo Vilar.
Na sua obra completa como cantor que a Collector´s organizaou falta apenas uma música que não foi possivel encontrar entre os colelcionadores consultados: Samba da boa vontade. Todas as demais que foram gravadas pelo grande compositor estão registradas na coleção.
Não era um cantor de boa voz mas sabia interpretar as músicas que ele mesmo compunha e pela riqueza de rima de suas composições e oportunidade dos temas conseguiu em alguns casos muito sucesso, na época. Eis a sua obra como cantor.
COLLECTOR'S STUDIOS LTDA.
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Nasceu em 11.12.1910 RJ
Faleceu em 04.05.37 RJ
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