Para aqueles que curtiram as novelas e os programas humorísticos, como também para quem quer conhecer uma época pujante do nosso rádio, que arrebatava emoções e que fazia o Brasil vibrar.
A Era do Radioteatro, editado pela Gramma Editora, é um registro da história de um gênero que emocionou o Brasil. Em suas 340 páginas o leitor vai se deparar com histórias deliciosas, depoimentos e fotos de época, produto de uma pesquisa feita, durante dez anos, por Roberto Salvador, professor universitário que começou a carreira em rádio, aos 13 anos de idade, em programas da Rádio Nacional, e que chamou para si a responsabilidade de contar essa história.
Relatando a saga do radioteatro no Rio de Janeiro, desde suas primeiras experiências nos anos trinta até seu declínio nos anos oitenta, conta também as adaptações pelas quais passou o gênero até nossos dias. O livro relembra os comerciais de anunciantes, desvenda os bastidores, descreve como eram os estúdios de radioteatro e a tecnologia empregada na época, narra histórias curiosas e engraçadas e ainda abre espaço para as radiocacetadas (as gafes protagonizadas pelos atores num tempo em que tudo ia pro ar ao vivo).
“Aos contemporâneos que lerem A Era do Radioteatro espero, sem pretensões, provocar um pouco de emoção ou, quem sabe, um nó na garganta ou um apertinho no peito.”, revela o autor na introdução de seu livro.
Enfim, A Era do Radioteatro é uma obra que se caracteriza pelo ineditismo, uma vez que não existe nenhum outro trabalho que se dedique, exclusivamente, à caminhada desse gênero.
Começou em rádio aos treze anos na Rádio Nacional onde atuou por dez anos, inicialmente no radioteatro e depois no radiojornalismo. Ainda jovem trabalhou nas rádios Roquette-Pinto e Tamoio.
Formou-se pela Faculdade de Educação da Uerj em 1962 e após fazer diversos cursos no exterior especializou-se em Tecnologia Educacional, Rádio e Televisão Educativa. Foi professor apresentador das aulas do Mobral na TV Globo, nos anos 70. Trabalhou na TV Educativa do Rio de Janeiro, hoje TV Brasil por dezessete anos, quando dirigiu o programa de Pré-Escolar Patati-Patatá que recebeu o Prêmio Japão 82, o verdadeiro Oscar da televisão educativa mundial.
Fez parte da comissão do MEC que regulamentou a Educação a Distância no Brasil. Foi presidente por 10 anos da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional e do Consórcio Interamericano de Educação a Distancia. Concursado do antigo Banerj, aposentou-se em 1990 como Gerente Geral de Desenvolvimento de Pessoal.
Professor aposentado da Uerj, lecionou rádio e televisão em diversas faculdades de comunicação do Rio de janeiro, consultor de empresas, viaja ministrando cursos a apresentando palestras, pois o que mais gosta de fazer e dar aulas.