Collector's
Studios Ltda.

::: Collector's ::: Rádio Collector's

Rádio Collector's
• Visualizar em 800 X 600 pixels • Internet Explorer
HOME NOSSA PROPOSTA NOTÍCIAS O DISCO O RÁDIO FALE CONOSCO BUSCAS CHAT PARCERIAS PROMOÇÕES
     
Web Site



ALMIRANTE - OS ÍDOLOS DO RÁDIO 20 - VINIL

No bico da chaleira
Juca Storoni inédita
Tatu subiu no pau
(Eduardo Souto) inédita
   Pai Adão
(Eduardo Souto) inédita
   Pois não
(Eduardo Souto) inédita
Braço de cera
(Nestor Brandão) inédita
Pinião
(L.Miranda e A.Calheiros) inédita
Os passarinhos da Carioca
(Luiz Nunes Sampaio) inédita
Ai, eu queria
(Vidraça e Pixinguinha) inédita
Pelo telefone
(Mauro de Almeida e Donga) inédita
Já te digo
(China e Pixinguinha) inédita
Pé de anjo
(Sinhô) inédita
La mattchitche
(Borel Clerc) inédita
Ba...Be...Bi...
(Luiz Nunes Sampaio "Careca") inédita
Morro de Mangueira
(Manoel Dias) inédita
Vem cá mulata
(A. de Oliveira e Bastos Tigre) inédita


LP VINIL = R$ 19,00 + envio
CAIXAS COM 25 LP´S PARA REVENDA - DIRETO CONOSCO - R$ 250,00
Copyright © 1989 - Collector's Editora Ltda. Todos os direitos reservados.

REPERTÓRIO COMENTADO POR JOSÉ MARIA CAMPOS MANZO - ENCARTE

NO BICO DA CHALEIRA
Sucesso do carnaval de 1909. Apesar de Almirante falar no assunto e o próprio Edgar repeti-lo, não encontramos na partitura da música existente na Biblioteca Nacional a segunda parte aqui cantada. Lá só está o estribilho: "Iaiá me deixa subir esta ladeira, eu sou do grupo do pega na chaleira, eu sou do grupo do pega na chaleira". É realmente para nós, um mistério da segunda parte da música atribuída ao maestro Costa Junior cujo pseudônimo é reconhecido como Juca Storoni. Por outro lado, há uma gravação dos Geraldos, com o mesmo nome e a mesma música, porém com outra letra atribuída a Eustórgio Wanderley, gravada pela Casa Edison sob o número 108.341, e cujo exemplar possuímos em nossa discoteca. A origem do nome da música é explicada por Almirante na própria faixa do disco.

TATU SUBIU NO PAU / PAI ADÃO / POIS NÃO
Cada uma destas músicas tem uma data diferente, ou seja, pertence a um carnaval diferente: Tatu subiu no pau é do carnaval de 1923 e foi gravada por Bahiano em disco Casa Edison número 122.333. Pai Adão é do carnaval de 1924 e foi gravada também por Bahiano (Casa Edison número 122.660) e finalmente Pois não, a mais antiga, é do carnaval de 1921 com interpretação de Bahiano (Casa Edison número 121.998). As três foram sucesso nos seus respectivos anos e a explicação dada por Almirante no início da faixa dá bem uma idéia da importância de Eduardo Souto na música popular brasileira. Para os que não se recordam, Eduardo Souto é o autor da famosa música O despertar da montanha que recebeu uma letra de Francisco Pimentel e foi gravada com letra, pela primeira vez, por Silvio Caldas (Continental 28.000), em 1946 depois de muitas gravações só instrumental.

BRAÇO DE CERA / PINIÃO
Braço de cera
é do carnaval de 1927 e foi gravada pelo tenor Frederico Rocha em disco Odeon número 123.224, ainda no tempo da gravação mecânica. Já Pinião foi gravada pelos Turunas da Mauricéia em disco Odeon número 10.067 já em gravação elétrica e foi sucesso no carnaval de 1928. Braço de Cera fora lançado em outubro do ano anterior na Festa da Penha, que foi por muito tempo o campo experimental das músicas de muitos compositores para o carnaval do ano seguinte. Pinião é uma embolada e não se destinava ao carnaval. Sua repetição insistente em um alto-falante colocado em um edifício fronteiro à Galeria Cruzeiro fez com que o povo aprendesse a letra e transformasse a música num grande êxito do carnaval de 1928.

OS PASSARINHOS DA CARIOCA
A música foi sucesso no carnaval de 1925. Careca - o pseudônimo de Luiz Nunes Sampaio procura glosar, como diz Edigar de Alencar, as traquinadas dos pardais do Largo da Carioca que não se limitavam a cantar. Estragavam roupas e cabeças dos transeuntes com as suas irreverências incontidas. No texto apresentado por Edigar de Alencar em seu livro, o tra-la-lá que Almirante canta quer dizer sujou mas na música gravada por Fernando (Casa Edison número 122.842) a palavra é cuspiu para rimar com fugiu.

PÉ DE ANJO
Primeiro disco gravado por Francisco Alves na Popular, uma gravadora surgida em 1919, pertencente a João Gonzaga, filho de Chiquinha Gonzaga. Do outro lado do disco, com o número 1.009 aparece a música Papagaio Louro, também chamada de Fala meu louro. No disco, o locutor diz textualmente: "O pé de anjo - marcha carnavalesca por Francisco Alves, disco Popular, Rio de Janeiro" e "Papagaio louro - cantada por Francisco Alves - executada pelo Bloco dos Africanos, disco Popular, Rio de Janeiro.

LA MATTCHITCHE
Sobre esta música, além do que o próprio Almirante menciona no início da faixa, temos a acrescentar a seguinte informação extraída do livro de Edigar de Alencar o Carnaval Carioca Através da Música: "Em fins de 1906, isto é, a 18 de outubro, os jornais noticiavam o maior crime do ano. Os irmãos Carluccio e Paulinho Fuoco foram assassinados com requintes de maldade pelos bandidos italianos Rocca e Carleto. O carnaval de 1907 não deixaria passar sem glosa o sinistro acontecimento. E aproveitava a melodia, já popularizada, do famoso passo-doble francês La Mattchitche, de Borel Clerc, grande sucesso de 1905 em Paris, com a seguinte quadrinha: "Mandei fazer um terno de jaquetão, pra ver Carleto e Rocca na detenção. Mandei fazer um terno de jaquetinha, pra ver Carleto e Rocca na carrocinha".

AI, EU QUERIA
A música é do carnaval de 1928 e foi gravada por Francisco Alves (Odeon número 10.122) e lançada em fevereiro daquele ano. O nome completo de Vidraça era Augusto de Amaral e o de Pixinguinha era, como todos sabem, Alfredo da Rocha Viana. A inspiração nasceu do sucesso carnavalesco do ano anterior: Cristo nasceu na Bahia, de autoria de Sebastião Cirino e Duque, gravado por Arthur de Castro em disco Odeon 123.124.

PELO TELEFONE
Este é o famoso sucesso do Carnaval de 1917, considerado o primeiro samba gravado e que tanta celeuma causou na época. A gravação original é do Bahiano em disco Casa Edison número 121.322. Hoje é muito falado, mas quando Almirante trouxe à baila o famoso samba (o fonograma aqui apresentado é do programa Viva o samba do dia 02.04.52) só uma outra gravação, realizada pelo Conjunto Regional de Donga com canto de José Gonçalves em 1938 foi editada pela Odeon sob o número 11.661. José Gonçalves, para os que não se lembram, é o conhecido Zé da Zilda de tantos sucessos carnavalescos.

JÁ TE DIGO
Como Almirante mesmo fala no início da música esta talvez seja parte da primeira polêmica musical da MPB. Depois que Pixinguinha respondeu o Quem são eles com o Já te digo, Sinhô compôs o Pé de anjo para fustigar o China, irmão de Pixinguinha, que tinha um pé muito grande. Quem são eles foi sucesso no carnaval de 1918 (gravação do Bahiano número 121.445 - Casa Edison); Já te digo foi sucesso no carnaval de 1919 (gravação também de Bahiano - Casa Edison número 121.535) e Pé de anjo sucesso do carnaval de 1920 (gravação de Francisco Alves - Popular número 1.008).

BA...BE...BI...
Esta música foi sucesso no carnaval de 1920 e foi gravada por Bahiano em disco da Casa Edison número 121.722. Acabou recebendo o nome de B-A-BA do Careca que era o apelido de Luiz Nunes Sampaio em virtude de sua alentada calva. Almirante apresentou-a pela primeira vez no programa Viva o samba, de Haroldo Barbosa, irradiado no dia 04.10.50 pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro quando o tema focalizado era "O samba na escola".

MORRO DE MANGUEIRA
O sucesso é do carnaval de 1926 e foi gravado por Pedro Celestino, irmão de Vicente Celestino, em disco Odeon número 123.029, ainda no tempo da gravação mecânica. Este samba, segundo Edigar de Alencar, é "o primeiro a focalizar o morro de Mangueira, posteriormente utilizado como pedra de toque de dezenas de sambistas. Também fixou a figura de Claudionor, o estivador, que logo se integraria na música popular do Rio como uma das figuras mais características e humanas".

VEM CÁ MULATA
Este sucesso pertence, neste conjunto, ao carnaval mais antigo: 1906. Traz a denominação de tango-chula e tem a letra de um literato da época: Bastos Tigre. Segundo Edigar de Alencar a música nasceu antes, em 1902, mas só chegou ao seu clímax de sucesso no carnaval de 1906. A música é dedicada ao Club dos Democráticos e foi gravada por Pepa Delgado e Mário Pinheiro em disco da Casa Edison número 40.407. A discografia brasileira em 78 rpm organizada por Alcino Santos, Gracio Barbalho, Jairo Severiano e M.A. de Azevedo (Nirez) fala em sete gravações da música mas a primeira é a mencionada.

José Maria Campos Manzo - Set.1989



 acesso a este LEILÃO
OUTROS LEILÕES
Sobre os leilões
10 POLEGADAS
Mais de 200 títulos internacionais em discos 10 polegadas Internacionais
Nacionais
12 POLEGADAS
Pacote com os 53 discos mais importantes de sua carreira Ray Conniff
Caixa com os 13 discos novos The Beatles
Álbuns de Seleções do Readers Digest Readers Digest
::::::::::::::::::::
Orlando Silva
Paulo Tapajós
Heleninha Costa
Roberto Paiva
Lenita Bruno
Ivon Curi
Almirante
CASSETTES
Francisco Alves
COMPACT DISC
Benedito Lacerda
Sílvio Caldas
DVD
Brasil X Suécia
FASCÍCULOS 12"
Francisco Alves
Poeta Moça Violão
RADIOFÔNICOS
Getúlios Vargas
Brasil e Uruguai
A vida de Cristo
PROMOÇÕES
Relâmpago
Copyright © 1997 - 2010 - Collector's Studios de Restauração de Áudios Ltda. Todos os direitos reservados.
Caixa Postal, 92.888 - Centro - Teresópolis - RJ - CEP: 25953-970 - Telefax: 0**21 3643-6700