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Francisco Alves
LEILÕES - E SUAS COMPOSIÇÕES - VOLUME I



Inédito 35 anos depois - duplo I

Inédito 35 anos depois - duplo II

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Ao soar o carrilhão... - duplo I

Ao soar o carrilhão... - duplo II

E suas composições - duplo I

E suas composições - duplo II

REPERTÓRIO COMENTADO DO VOLUME I

FRANCISCO ALVES E SUAS COMPOSIÇÕES

VEIO D'ÁGUA - Francisco Alves e Luiz Iglezias
Inédita na voz de Francisco Alves, Veio d'água foi gravada por João Petra de Barros em 15 de agosto de 1933 em disco Odeon. Naquele ano de 1933 foram gravadas nada menos que 10 composições de Francisco Alves, sendo que 7 delas com Orestes Barbosa e sem falar nas que ele aparece como compositor junto com Noel e Ismael Silva.
Interpretação inédita.

POR TEU AMOR - Francisco Alves e Orestes Barbosa
Por teu amor foi gravada por Francisco Alves na Victor em 13 de março de 1934 e faz parte do primeiro disco do cantor naquela gravadora. Na versão original os acompanhamentos são da Orquestra Victor Brasileiro e nesta versão os acompanhamentos são da orquestra da Rádio Nacional com arranjos e regência de Lirio Panicalli. A data desta versão é de 21.4.47 e o programa é Canção Romântica.

SEPARANDO CORAÇÕES - Francisco Alves e David Nasser
Inédita na voz de Francisco Alves. Separando corações foi gravada por João Dias, na Copacabana, em 1955 - depois da morte de Francisco Alves. A versão aqui apresentada é, portanto, uma primeira audição da música que não chegou a ser gravada comercialmente por Francisco Alves.
Interpretação inédita.

SÃO PAULO, CORAÇÃO DO BRASIL - Francisco Alves e David Naser
Apresentada pela primeira vez ao público brasileiro no programa Museu de Cera, de Heber de Boscolli, no dia 27.2.51. A música seria gravada dois meses depois, em 5.4.51 na Odeon. A versão que ora apresentamos foi cantada por Francisco Alves no seu programa das sextas-feiras na Rádio Nacional de São Paulo, no dia 5.9.52 ou seja no mês da sua morte. Os acompanhamentos são da orquestra da Rádio Nacional de São Paulo sob a regência do Maestro Spartaco Rossi, um dos autores da Canção do Expedicionário.

ROMANCE - Francisco Alves e Orestes Barbosa
A primeira vez que Francisco Alves gravou Romance foi no dia 4 de maio de 1934, na Victor, acompanhado de dois violões (Pereira Filho e Tute) e um bandolim (Luperce Miranda). Aqui, Romance aparece com roupagem nova de Lirio Panicalli e foi cantada por Francisco Alves no programa Canção Romântica no dia 22.7.46.

TODO MUNDO CHORA - Fancisco Alves, David Naser e José Roy
Samba de carnaval, gravado na Odeon, em 9.11.51 - para o último carnaval de Francisco Alves. Do outro lado do disco está nada mais nada menos que Confeti, de David Nasser e Jota Júnior, o último grande sucesso carnavalesco de Francisco Alves. Para aquele mesmo ano ele compôs e gravou Pra que sofrer, outro samba, em parceria só com o José Roy.

MINHA SERENATA - Francisco Alves e Paulo Roberto
A primeira versão desta música é de 25.10.34, na Victor, com acompanhamentos de Violões e Bandolim, provavelmente os mesmos que acompanham a música Romance, já mencionada. Paulo Roberto, para os que não sabem, é o Dr.José Marques - aquele da Rádio Nacional que produzia Obrigado Doutor, Gente que brilha, Nada além de dois minutos e muitos outros. Minha serenata é a única parceria com Paulo Roberto.

VELHAS CARTAS DE AMOR - Francisco Alves e Klécius Caldas
Velhas cartas de amor é a primeira música da dupla Francisco Alves e Klécius Caldas e foi gravada por Chico, na Odeon, em 30.5.49 com acompanhamentos de Eduardo Patané e sua orquestra. Juntos fizeram cinco músicas: duas gravadas por Chico e ambas estão neste disco; duas gravadas por João Dias (triste despertar, incluída no último álbum duplo de Francisco Alves, lançado pela Collector's, e Amor... saudade, também gravada por Orlando Silva na Copacabana) e Foi um sonho gravada por Carlos Galhardo, na Victor. Aqui Chico canta acompanhado de dois violões.

ESTRANHA MELODIA - Francisco Alves e David Nasser
Pequena demonstração da versatilidade do compositor Francisco Alves: um bolero. Suas composições cobrem quase todos os gêneros e este bolero foi gravado originalmente na Odeon, em 16.6.51 com a orquestra de Sylvio Mazzuca. A versão que ora apresentamos foi cantada no mesmo programa de São Paulo, coração do Brasil e com a mesma orquestra.

SEM PROTOCOLO - Francisco Alves e David Nasser
Na gravação comercial esta música aparece do outro lado do disco em que foi gravado o samba São Paulo, coração do Brasil, no dia 5.4.51. Francisco Alves começou a compor com David Nasser em 1940 (Termina assim este romance) e fez com ele nada menos que vinte canções gravadas, a maioria delas pelo próprio Chico.

VEM MEU AMOR - Francisco Alves e Klécius Caldas
Segunda música da dupla gravada em 1949 pelo próprio Francisco Alves. Apesar do tratamento ser na segunda pessoa do singular - tu - e o cantor dizer certo - vens, meu amor - o título saiu como Vem meu amor. Detalhe de menor importância, mas que justifica um registro.

A VOZ DO VIOLÃO - Francisco Alves e Horácio Campos
A mais famosa composição de Francisco Alves e que mereceu só dele quatro versões: uma na Parlophon e três na Odeon. A que aqui apresentamos foi cantada na volta de Orlando Silva à Rádio Nacional no dia 27.2.51. Francisco Alves erra um verso mas o ouvinte menos atento não chega a perceber. No começo, em lugar de "saudades infinitas me devoram" ele canta "lembranças de saudades me torturam". Esta versão de A voz do violão talvez seja a mais longa já gravada. Excluindo as falas de Paulo Roberto, Orlando Silva e do próprio Chico, no início, a música dura 5 minutos e 43 segundos.

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