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Querendo divulgar projetos ligados à MPB anos 40 e 50, mande as informações pelo e-mail info2012@collectors.com.br com o assunto "Collector's Notícias Online". Os textos selecionados serão listados aqui nesta página com os devidos links.  
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   Collector's Notícias Online
     
17.02.2012 - JÁ É CARNAVAL NA RÁDIO COLLECTOR'S MPB - A maior seleção de sambas e marchas carnavalescas de todos os tempos, 24 horas por dia, sem intervalos e no ar até a quarta-feira de cinzas. Pode preparar a sua festa em casa pois teremos mais de 1.000 sucessos de todas as décadas rodando aleatoriamente. Dos anos 30 aos anos 70.

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17.02.2012 - ATIVIDADES PARALISADAS EM VIRTUDE DO CARNAVAL - Informamos aos amigos e clientes que entre os dias 17 e 27 de fevereiro de 2012 não haverá atendimento ao público. Aproveitamos para desejar a todos um excelente Carnaval.
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17.02.2012 - Hoje faz 39 anos que o compositor, flautista, orquestrador e saxofonista PIXINGUINHA nos deixou. Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou. O apelido "Pizindim" vem da infância, era como a avó africana o chamava, querendo dizer "menino bom". O pai era flautista amador, e foi pela flauta que Pixinguinha começou sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho. Logo começou a tocar em orquestras, choperias, peças musicais e a participar de gravações ao lado dos irmãos Henrique e Otávio (China), que tocavam violão. Rapidamente criou fama como flautista graças aos improvisos e floreados que tirava do instrumento, que causavam grande impressão no público quando aliados à sua pouca idade. Começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas ainda na década de 10, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas. Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira. Os conjuntos liderados por Pixinguinha tiveram grande importância na história da indústria fonográfica brasileira. A Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que organizou em 1928 junto com o compositor e sambista Donga, participou de várias gravações para a Parlophon, numa época em que o sistema elétrico de gravação era uma grande novidade. Liderou também os Diabos do Céu, a Guarda Velha e a Orquestra Columbia de Pixinguinha. Nos anos 30 e 40 gravou como flautista e saxofonista (em dueto com o flautista Benedito Lacerda) diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Algumas delas são "Segura Ele", "Ainda Me Recordo", "1 x 0", "Proezas de Solon", "Naquele Tempo", "Abraçando Jacaré", "Os Oito Batutas", "As Proezas do Nolasco", "Sofres Porque Queres", gravadas mais tarde por intérpretes de vários instrumentos. Em 1940, indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos. Como arranjador, atividade que começou a exercer na orquestra da gravadora Victor em 1929, incorporou elementos brasileiros a um meio bastante influenciado por técnicas estrangeiras, mudando a maneira de se fazer orquestração e arranjo. Trocou de instrumento definitivamente pelo saxofone em 1946, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque Pixinguinha teria perdido a embocadura para a flauta devido a problemas com bebida. Mesmo assim não parou de compor nem mesmo quando teve o primeiro enfarte, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital. Daí surgiram músicas com títulos "de ocasião", como "Fala Baixinho" Mais Quinze Dias", "No Elevador", "Mais Três Dias", "Vou pra Casa". Depois de sua morte, em 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. A Prefeitura do Rio de Janeiro produziu também grandes eventos em 1988 e 1998, quando completaria 90 e 100 anos. Algumas músicas de Pixinguinha ganharam letra antes ou depois de sua morte, sendo a mais famosa "Carinhoso", composta em 1917, gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental, e cuja letra João de Barro escreveu em 1937, para gravação de Orlando Silva. Outras que ganharam letras foram "Rosa" (Otávio de Souza), "Lamento" (Vinicius de Moraes) e "Isso É Que É Viver" (Hermínio Bello de Carvalho).

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- Homenagens a Pixinguinha nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
- Ouça o programa levado ao ar em 15.10.47: O PESSOAL DA VELHA GUARDA
- Ouça algumas interpretações de Pixinguinha, ON DEMAND, na RÁDIO UOL

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16.02.2012 - Hoje faz 54 anos que o compositor, flautista e regente BENEDITO LACERDA nos deixou. Um dos flautistas mais famosos e inovadores da música brasileira, estudou flauta no Instituto Nacional de Música. Tocou em bandas militares e orquestras de cinema e teatro antes de entrar para o rádio, nos anos 30, com seu consagrado grupo, o Regional de Benedito Lacerda. Acompanhou estrelas como Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves, além de atuar com êxito como compositor de sucessos como "Normalista", "Jardineira", "Despedida da Mangueira" (com Aldo Cabral), "Falta um zero no meu ordenado" (com Ary Barroso) e "A Lapa" (com Herivelto Martins). Na década de 40 tocou nos cassinos que agregavam a fina flor da música nacional e perpetuou uma série de gravações antológicas em parceria de flauta e sax com Pixinguinha, privilegiando o repertório de choro. Destacou-se também pelas músicas que compunha para o carnaval e pela atuação como fundador da União Brasileira de Compositores (UBC) e dirigente da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (SBACEM).

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15.02.2012 - Hoje comemora-se o 107º aniversário de nascimento do compositor WALDEMAR HENRIQUE. Nasceu em Belém do Pará, filho de um descendente de portugueses e de uma índia. Depois de perder a mãe muito cedo, foi com o pai para Portugal, retornando ao Brasil em 1918. A partir de então viajou pelo interior da Amazônia, época em que travou contato com os elementos da cultura e do folclore amazônicos que seriam mais tarde característicos de sua obra musical. Estudou teoria musical e tornou-se maestro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1933, e empregou-se em teatros, cassinos e emissoras de rádio, como a Tupi, Roquete Pinto e Globo. As primeiras gravações de suas canções amazônicas foram realizadas em 1934 por Gastão Formenti pela Victor e por Jorge Fernandes, pela Odeon. No ano seguinte, em viagem a São Paulo, conheceu Mário de Andrade, de quem tornou-se amigo. Fez diversas excursões ao exterior e por todo o país divulgando a música do norte brasileiro, acompanhado de sua irmã Mara, até que em 1966 voltou ao Pará, quando foi convidado para dirigir o Teatro da Paz, em Belém, cargo que exerceu por 15 anos. Compondo tanto no terreno clássico quanto no popular, teve entre seus maiores sucessos a gravação de sua música "Tamba Tajá" feita por Fafá de Belém em seu disco de estréia, de 1976. Outras músicas que se destacaram em sua produção foram "Foi Boto, Sinhá", "Minha Terra", "Boi-Bumbá", "Matintaperera", "Coco Peneruê", "Trem das Alagoas", "Uirapuru". Fora isso, muitas composições foram editadas no exterior, especialmente na França, EUA, Argentina e Inglaterra. Em 1992, os paraenses Vital Lima e Nilson Chaves gravaram o LP "Waldemar", só com músicas do compositor, e lançaram pelo selo Outros Brasis

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- Resumo biográfico no ICCA
- Entrevista de Sônia Zaghetto e Marton Maués, em 1992 no ARTE LIVRE
- Isabela de Figueiredo Santos canta "Uirapuru" na UFMG

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14.02.2012 - Se fosse vivo, o bandolinista e compositor JACOB DO BANDOLIM completaria hoje 94 anos. Maior referência brasileira no instrumento que virou parte de seu nome, Jacob alçou o bandolim a um lugar de honra na música brasileira. Esse trabalho vinha sendo desenvolvido antes por outros instrumentistas, como Luperce Miranda, mas foi Jacob quem colocou definitivamente o bandolim como instrumento solista por excelência. Nascido no Rio de Janeiro, ganhou o primeiro bandolim, de modelo napolitano (ou "de cuia") na adolescência. Apesar de se apresentar tocando em conjuntos instrumentais desde cedo, nunca se profissionalizou totalmente, tendo sempre outros empregos não relacionados à música. Foi vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia, cargo que ocupou até morrer. Por não depender financeiramente da música, Jacob pôde tocar e compor com mais liberdade, sem sofrer pressões de gravadoras ou editoras. Figura rígida e disciplinada, tanto na personalidade quanto na música, pesquisou e resgatou parte do repertório tradicional do choro, repertório este que passou a incluir várias de suas composições, como "Noites cariocas", "Receita de samba", "A ginga do Mané", "Doce de coco", "Assanhado", "Treme-treme", "Vibrações" e "O vôo da mosca". Depois de montar o grupo Jacob e Sua Gente, integrar o Conjunto da Rádio Ipanema e o regional de César Faria e participar de gravações históricas como a de Ataulfo Alves para "Ai, que saudade da Amélia" (Ataulfo e Mário Lago) e a de Nelson Gonçalves para "Marina" (Dorival Caymmi), gravou em 1947 o primeiro disco solo, seguido por outros dois nos anos seguintes, pela Continental. Na década de 50 transferiu-se para a Victor, onde gravou seus LPs. Montou o conjunto Época de Ouro em 1966, com grandes nomes do choro, como Dino 7 Cordas, César Faria, Jonas, Carlinhos, Gilberto e Jorginho. Alcançando expressiva popularidade, Jacob e o Época de Ouro ajudaram a divulgar o choro tradicional, por meio de shows e LPs, como o consagrado "Vibrações" (1967). O conjunto permanece em atividade até hoje. Uma das últimas apresentações de Jacob, um show com Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio em 1968, foi gravado e lançado em LP duplo, mas não foi relançado em CD no Brasil. Outras antologias foram produzidas, da mesma forma, exclusivamente para o mercado externo, onde a arte de Jacob é muito apreciada. Seu filho, o compositor Sérgio Bittencourt, homenageou-o no samba "Naquela mesa" ("tá faltando ele/ e a saudade dele/ tá doendo em mim"), sucesso de Elizeth Cardoso, cantora que ele descobriu. Em 1997 a professora Ermelinda Paz lançou o livro "Jacob do Bandolim", pela editora Funarte.

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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- Resumo biográfico no ICCA
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12.02.2012 - Hoje comemora-se o 82º aniversário da cantora, folclorista, violonista e radialista ELY CAMARGO. Seu pai foi o maestro e regente da Orquestra Sinfônica de Goiânia Joaquim Edison Camargo. Ainda criança cantou em coros de Igreja e atuou na Rádio Clube de Goiânia. No ano de 1960, integrou o Trio Guairá de Goiânia. Em 1961 e 1962, apresentou-se no programa que produzia na Rádio Brasil Central, retransmitido em Brasília pela Rádio e TV Nacional. Em 1962, passou a morar em São Paulo onde assinou seu primeiro contrato com a Rede Tupi. Nesse ano gravou "Caninha verde", do folclore paulista, no LP "Canções da minha terra", pela Chantecler. Ainda em 62, gravou o arrasta-pé "Santo Antônio tenha dó", de Maria do Rosário Veiga Torres, e o samba caipira "Marido pelado", de Teddy Vieira e Almayara. Em 1963, gravou a valsa "Tempos passados", de Zica Bergami, e a moda de viola "Lá na venda, lá na vendinha", de Lourdes Maia. Em 1964, gravou o LP "Folclore do Brasil", em que interpretou cantos de trabalho nas plantações de arroz, de São João da Boa Vista, e um canto de ferreiro, de Botucatu. Como pesquisadora de folclore reuniu em suas viagens pelo Nordeste e Norte um grande acervo pessoal de músicas regionais, tornando-se uma das mais importantes e competentes intérpretes do folclore brasileiro em todos os tempos. Em 1967, participou com grande sucesso da Semana Cornélio Pires realizada na cidade paulista de Tietê. Em 1968, gravou o LP "Canção da guitarra", com músicas de Marcelo Tupinambá. Foi integrante do Conselho da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Na Rádio da Universidade Federal de Goiás apresentou os programas "Brasil de canto a canto", "Eli Camargo convida" e "Alma brasileira". Em 1978 lançou o LP "Minha terra", pela Chantecler/Alvorada no qual interpreta entre outras, "História triste de uma praieira", "Minha terra" e "Vida marvada". O disco foi muito elogiado pelo crítico José Ramos Tinhorão. No final dos anos 1990, passou a trabalhar na Secretária Municipal de Cultura de Goiânia. Na mesma época, mantinha os programas de rádio "Eli Camargo convida" e "Alma brasileira". Em 1999, lançou o CD "Cantigas do ovo", pelo selo COMEP. Ao longo da carreira gravou cerca de 15 LPs, além de compactos. Teve discos lançados na África do Sul, Alemanha, Portugal e Itália.

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- Ely Camargo canta "O menino e o circo" no programa VIOLA MINHA VIOLA
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10.02.2012 - Hoje comemora-se o 81º aniversário do cantor CAUBY PEIXOTO. Nasceu em uma família de músicos, sendo o tio, Nonô (Romualdo Peixoto), grande pianista, que popularizou o samba no instrumento, e o primo, Ciro Monteiro, um dos ases do samba sincopado. Trabalhou no comércio até começar a participar de programas de calouros no rádio em 1949, no Rio. Em 1951 gravou seu primeiro disco. Continuou como crooner em boates, já em São Paulo, interpretando especialmente músicas em inglês até ser ouvido pelo que viria a ser seu futuro empresário e mentor, Di Veras. Ele o levou para gravar na Columbia e seu primeiro sucesso estrondoso veio com "Blue Gardenia", versão brasileira da música cantada por Nat King Cole. Em pouco tempo Cauby se transformou em um ídolo, atuando especialmente na Rádio Nacional, em muito por causa da estratégia de marketing que o lançou, e que incluía repertório, roupas e atitudes específicos criados por seu empresário. Sua interpretação mais famosa até hoje é de "Conceição" (Jair Amorim e Dunga), gravada pela primeira vez em 1956. Nos anos 50 e 60 fez turnês pelo Brasil e Estados Unidos, onde gravou várias faixas com o nome Ron Coby e participou cantando em mais de dez filmes para o cinema. Apareceu também nas revista "Time" e "Life" como "o Elvis Presley Brasileiro". Em 64, abriu a boate Drink, ao lado dos irmãos Moacyr (pianista), Araken (pistonista) e Andyara (cantora), atuando lá por quatro anos, onde chegou a gravar um LP ao lado da cantora Leny Eversong. Depois prosseguiu atuando em boates e viveu certo ostracismo na mídia, e voltou ao sucesso em 1980 com "Bastidores" (Chico Buarque) e "Loucura" (Joanna e Sarah Benchimol), do disco "Cauby! Cauby!", comemorativo dos 25 anos de carreira. A partir daí, voltou a se apresentar em palcos de maior prestígio. Ao lado de Ângela Maria gravou dois discos e ambos foram homenageados em 1993 na festa do prêmio Sharp. Em 95, gravou ao lado dos maiores cartazes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Dionne Warwick e Zizi Possi o CD "Cauby Canta Sinatra". Em 99, gravou "Cauby Canta as Mulheres" só com canções com nomes de mulher, como "Izabella" (Billy Blanco) e "Lígia" (Tom Jobim). Sucessos: "Blue gardenia" (B. Russel, L. Lee e Versão de Antonio Carlos), "A pérola e o rubi" (The Ruby and the Pearl) (Jay Livingston , R. Evans e Versão: Haroldo Barbosa), "Molambo" (Jayme Florence e Augusto Mesquita), "Nono mandamento" (René Bittencourt e Raul Sampaio), "Tarde fria" (Angelo Apolônio e Henrique Lobo), "Ninguém é de ninguém" (Umberto Silva e Toso Gomes; Luiz Mergulhão), "Bastidores" (Chico Buarque), "Theme From New York, New York" (John Kander e Fred Ebb)

Primeiros LP's de carreira. 10 polegadas:

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09.02.2012 - Hoje comemora-se o 103º aniversário de nascimento da cantora, atriz e dançarina CARMEN MIRANDA. Carmen Miranda é até hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. Nascida em Portugal, veio para o Brasil ainda bebê, fixando-se com a família no Rio de Janeiro. Aos 15 anos começou a trabalhar numa loja de chapéus. Em 1928 conheceu o compositor e violonista Josué de Barros, que a convidou para participar de um festival beneficente e mais tarde a levou para o rádio. A primeira gravação veio em 1929, pela Brunswick, tendo de um lado o samba "Não vá simbora" e o choro "Se o samba é moda", ambas de Josué. Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra você gostar de mim (Taí)" (Joubert de Carvalho), que bateu recordes de venda, com 36.000 cópias. A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os Estados Unidos. Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe eu quero", "Tico-tico no fubá", "O que é que a baiana tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood. No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell. Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, à exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença e frieza. Arrasada, Carmen encomendou uma música sobre a situação, e gravou "Disseram que voltei americanizada" (V. Paiva e L. Peixoto). Depois disso voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão. Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar. Voltou para Beverly Hills em 55, e em agosto teve um colapso cardíaco e morreu, depois de passar mal em um programa de televisão. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de um milhão de pessoas seguiu o cortejo de seu enterro. Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro.

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- Homenagens à Carmen Miranda nas páginas do ACERVO COLLECTOR'S
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08.02.2012 - Hoje comemora-se o 91º aniversário do cantor ROBERTO PAIVA. Ainda adolescente, Helim Silveira Neves (verdadeiro nome de Roberto Paiva) inscreveu-se em um programa de calouros da Rádio Clube Fluminense, em Niterói (RJ), cantando a valsa "A você" (sucesso de Francisco Alves), obtendo o primeiro lugar. Pouco depois, ajudado pelo cantor Cyro Monteiro, foi contatado para atuar no programa Picolino, de Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga. Enturmou-se com grandes cartazes da época, como o pianista Nonô e o violonista Laurindo de Almeida. Este último o levou à gravadora Odeon, onde em 1939 lançou seu primeiro 78 rpm, justamente com músicas desses amigos: "Último samba" (Laurindo) e a valsa "Jardim das flores raras" (Nonô e Francisco Mattoso). No mesmo ano, revelou o grande sambista Geraldo Pereira em disco, com "Se você sair chorando" (com Nelson Teixeira). Pouco depois, foi para a Rádio Educadora e na mesma época gravou seu primeiro grande sucesso, o samba "O trem atrasou" (Paquito, Artur Vilarinho e Estanislau Silva) na RCA Victor. Na década de 40, lançou várias canções de Roberto Martins, como "Devagar com a louça" (com Oswaldo Santiago), "A valsa dos noivos" (com Mário Rossi) e "Leva meu coração" (com Mário Lago). Em 1949, excursionou pelo Brasil e foi para a Rádio Guanabara. Dois anos depois, transferiu-se para a Tupi. Em 1953, lançou a "Marcha do conselho" (Paquito e Romeu Gentil). Contratado pela Odeon no ano seguinte, lançou o baião "Valei-me, Nossa Senhora" (Paquito) e em 1956, o LP (de dez polegadas) da peça "Orfeu da Conceição", que inaugurou a parceria entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes, interpretando, entre outras, o samba-canção "Se todos fossem iguais a você". Outro LP (de dez polegadas) do mesmo ano foi "Polêmica" (com sambas de Wilson Batista e Noel Rosa), ao lado de Francisco Egydio. Mais tarde, regravou o LP, ao lado de Jorge Veiga. Continuou atuando como cantor eclético, das canções românticas às marchas carnavalescas.

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- Ouça algumas interpretações de Roberto Paiva, ON DEMAND, na RÁDIO UOL
- Vinil de Roberto Paiva na série OS ÍDOLOS DO RÁDIO

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05.02.2012 - Hoje comemora-se o 81º aniversário da cantora LANA BITTENCOURT. Estreou em 1954 na Rádio Tupi, quando gravou seu primeiro disco em 78 rpm. Depois foi contratada pela Mayrink Veiga. Gravou a maior parte de seus discos na Columbia, até meados dos anos 60, como "Musicalscope", "O sucesso é Lana Bittencourt" e "Exaltação ao samba" (que foi reeditado em CD, com o nome de "Exaltação à Bahia"). Em 60, lançou um samba reunindo músicas de Tom Jobim e Luiz Antonio, intitulado "Sambas do Rio". Canta em várias línguas, por isso, seu prefixo nas rádios era "A internacional". Seus maiores sucessos foram "Se alguém telefonar" (Alcyr Pires Vermelho e Jair Amorim), "Little Darling" (Williams), "Os quindins de Iaiá" (Ary Barroso), "Corcovado" (Tom Jobim), "Chariot" (Stolle e Del Roma) e "Castigo" (Dolores Duran).

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- Lana canta "Se alguém telefonar" em 1958 no filme CHOFER DE PRAÇA

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03.02.2012 - Se fosse vivo, o compositor e pianista HERVÉ CORDOVIL completaria hoje 98 anos. Nascido em Viçosa (MG), filho de um médico e de uma musicista amadora, cedo se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a tocar na banda do Colégio Militar e a estudar piano. Formou-se em Direito e ao mesmo tempo começou a chamar atenção como pianista, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e na orquestra de Romeu Silva. Logo era um dos pianistas mais solicitados da cidade, ao lado de Carolina Cardoso de Menezes, Custódio de Mesquita e Romualdo Peixoto, o Nonô. Como compositor, teve parcerias com Bonfiglio de Oliveira "Carolina", gravada por Carlos Galhardo), Noel Rosa ("Triste cuíca", cantada por Aracy de Almeida, "Não resta a menor dúvida", do filme "Alô Alô Carnaval"), Lamartine Babo ("Seu abóbora", gravada por Carmen Miranda, "Madame do barril"), Adoniran Barbosa ("Prova de carinho") e Luiz Gonzaga ("A vida do viajante", "Baião da garoa", "Xaxado"). Mais tarde mudou-se para Belo Horizonte onde compôs a toada "Pé de manacá" em parceria com Marisa Pinto Coelho, que foi gravada por Isaura Garcia e se tornou sucesso internacional. Na década de 40 radicou-se em São Paulo, onde trabalhou por 26 anos na Rádio Record como pianista, arranjador e compositor. Teve muitos sucessos interpretados por Carmélia Alves, como "Me leva", "Sabiá lá na gaiola" e "Cabeça inchada". Seu filho Ronnie Cord fez sucesso durante a Jovem Guarda com uma composição do pai, o twist "Rua augusta". Também é de sua autoria a versão brasileira de "Biquíni de bolinha amarelinha" ("Itsy-Bitsy Teeny-Weeny Yellow Polka-Dot Bikini") Eclético, Hervé também compôs o samba-canção pré-bossa nova "Uma loira", sucesso na voz de Dick Farney em 1951. Em 1997 saiu o livro "Hervé Cordovil — Um Gênio da Música Popular Brasileira", de Maria do Carmo Passiago (Editora João Scortecci). Hervé Cordovil faeceu em 16/07/1979.

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- Francisco Alves, Hervé Cordovil e Orquestra no filme ALÔ ALÔ CARNAVAL

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02.02.2012 - Hoje comemora-se o 123º aniversário de nascimento do letrista, teatrólogo, poeta, pintor, caricaturista e escultor LUIZ PEIXOTO. Nascido em Niterói (RJ), já aos 15 anos decidiu seguir a carreira artística. Foi, além do já exposto, um dos mais bem-sucedidos letristas da música popular brasileira das década de 30 e 40. Suas charges figuraram entre os mais famosos periódicos da Primeira República, como O Malho, a Revista da Semana, Fon-Fon, A Avenida e Tan-Tan. Mais tarde, trabalhou no Jornal do Brasil, em A Nação e outras revistas. Seus cenários decoravam o Teatro Municipal e a avenida Rio Branco nos desfiles de carnaval do início do século. O sucesso pra valer começou em 1911, quando escreveu ao lado de Carlos Bittencourt o musical de revista "Forrobodó", musicado por Chiquinha Gonzaga, que fez muito sucesso e atingiu a marca de 1.500 apresentações. No início da década de 20 esteve em Paris, onde trabalhou com cenografia e trouxe novas técnicas ao Brasil. Escreveu mais de cem peças teatrais. Na música, teve entre seus parceiros Ary Barroso ("Maria", "Por causa dessa cabocla", "Na batucada da vida"), Hekel Tavares ("Casa de caboclo", "Azulão", "Sussuarana"), Henrique Vogeler ("Linda flor (Ai, Ioiô)", grande sucesso gravado pela estrela Araci Côrtes em 1929) e Custódio Mesquita ("Casa de sopapo"). Outro grande êxito foi a letra que fez para música de Vicente Paiva por ocasião da volta de Carmen Miranda ao Brasil depois da primeira temporada em Hollywood. "Disseram que eu voltei americanizada" foi a resposta da Pequena Notável para a platéia do Cassino da Urca, que a recebeu com frieza. Luiz Peixoto foi, inclusive, diretor artístico do Cassino da Urca na década de 40, quando a casa noturna desfrutava do auge de seu prestígio. Em 1967 Peixoto sofreu um acidente que o fez ficar de cama. Foi então que voltou a pintar, e seus quadros — que têm frequentemente como tema motivos carnavalescos — figuraram em exposições. Luiz Peixoto faleceu em 14/11/1973.

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01.02.2012 - Hoje comemora-se o 101º aniversário de nascimento do compositor PEDRO CAETANO. Embora tenha nascido na pequena Bananal (1911), em São Paulo, aos nove anos o compositor (e comerciante de calçados) Pedro Caetano mudou-se para o Rio de Janeiro. E já nesta época estudava piano. Seu primeiro samba de projeção, "Foi uma pedra que rolou", foi lançado em 1934 por Silvio Caldas, no Programa Casé, mas só gravado seis anos depois por Joel e Gaúcho. Mas o primeiro sucesso foi a valsa "Caprichos do destino", com Claudionor Cruz, seu parceiro mais constante, gravada em 1938 por Orlando Silva. A partir daí foi gravado pelos intérpretes de maior prestígio da Era do Rádio, como Cyro Monteiro (o choro "Botões de laranjeira" e o samba "O Que se leva desta vida"), Aracy de Almeida (o samba "Engomadinho", com Claudionor Cruz), Francisco Alves (o samba "Sandália de prata", parceria com Alcyr Pires Vermelho e a marchinha "Eu brinco (com pandeiro ou sem pandeiro)", com grande sucesso no carnaval de 1944), Quatro Ases e um Curinga (o samba "Onde estão os tamborins?" e "É com esse que eu vou", êxitos carnavalescos, respectivamente, de 1947 e 1948), Gilberto Alves (a valsa "A dama de vermelho", com Alcyr Pires Vermelho). Nos anos 60, obteve alguma repercussão, também no carnaval, com marchinhas de sátira política, como "Todo mundo enche" (com Alexandre Dias Filho) e "Jambete sensação" (com Claudionor Cruz). Além dos parceiros citados, Pedro teve ainda o privilégio de dividir a autoria de suas músicas com Pixinguinha, Noel Rosa e Valfrido Silva. Aos 64 anos, gravou na RCA Victor um LP, cantando suas músicas. E em 1984 publicou o livro "Meio Século de Música Popular Brasileira — O que Fiz". A partir dos anos 70, algumas de suas músicas tiveram releituras célebres por Elis Regina, Elza Soares e Beth Carvalho. Pedro Caetano faleceu em 27/07/1992.

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- Resumo biográfico e discográfia 78 rpm no ACERVO COLLECTOR'S






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