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Lp Heleninha Costa - Os Ídolos Do Rádio 16 - Novo

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Características principais

Nome do artistaHeleninha Costa
Nome do álbumOs Ídolos do Rádio 16
FormatoFísico
Formato do álbumVinil
Com faixas adicionaisNão
Ano de lançamento1989

Outras características

  • Quantidade de canções: 12

  • Origem: Brasil

  • Quantidade de álbuns: 1

Descrição

Exaltação à Bahia (Vicente Paiva e Chianca de Garcia) - Participação especial de Os Cariocas
Turista (Guio de Moraes)
Merci (Salvador Seriacini - versão de A. Louzada)
Bate um samba (Guio de Moraes)
Junto de ti (Raimundo Flores e Célio Ferreira)
Baião serenata (Klécius Caldas e Armando Cavalcanti)
Dorme (Miguel Prado - versão de H. Barbosa)inédita
O samba é um lamento (J.Cascata e Antônio Nássara)
Siga (Fernando Lobo e Hélio Guimarães) inédita
Diferente (Raimundo Flores) inédita
Mix:
Afinal (Ismael Silva e Luiz Bittencourt)
Felicidade (Luiz Antônio e Jota Jr.)
Terra Seca (Ary Barroso) inédita

INTERPRETAÇÕES RADIOFÔNICAS - REPERTÓRIO COMENTADO POR RICARDO CRAVO ALBIN

EXALTAÇÃO À BAHIA
Certamente não apenas um dos mais característicos sambas de exaltação de todos os tempos. Também um dos mais instigantes exemplares de samba para "gran finale oba-oba" de revista musical. Escrito, aliás, por dois revistógrafos famosos, o português Chianca de Garcia e o brasileiro Vicente Paiva. E criado por Heleninha, em disco Colúmbia (número 55.463) no ano de 1943, quando a cantora era crooner do Cassino da Urca. O fonograma aqui apresentado foi extraído do programa A música e a inspiração irradiado pela Rádio Nacional em 30 de maio de 1953. Heleninha, em plena forma, capricha em todos os "erres" a que tem direito, emoldurados aliás por um arranjo provocador e grandiloquente, bem ao gosto tanto da época quanto do próprio estilo do samba-exaltação. A participação especial do conjunto Os Cariocas aumenta - se isso é possível - o valor artístico do fonograma.

TURISTA
Disfarçado por seu autor, o maestro Guio de Moraes, em samba de morro, este Turista não é senão mais um samba-exaltação, digamos em tom menor. Aliás, ninguém melhor que Heleninha para imprimir tal chancela, pela extensão de sua voz e por sua apetência natural para o gênero. O fonograma aqui mostrado foi extraído do programa Rádio Miniatura Niasi, veiculado pela Rádio Nacional em 1960. Mas a gravação original - criada também por Heleninha - foi realizada para o valioso LP da Todamérica "Canta Heleninha Costa", um doze polegadas com arranjos de Guio de Moraes e Radamés Gnattali, gravado em julho de 1958 (LP TA-331).

MERCI
Típico produto dos anos 50, a versão de boleros estrangeiros era uma quase obrigação no repertório de todos os cantores. Especialmente aqueles que eram pau para toda obra, isto é, os cantores da Nacional - dotados de grande qualidade e versatilidade, normalmente requisitados para defender na PRE-8 as músicas estrangeiras que estavam em voga. O fonograma foi extraído do programa Este mundo é uma delícia, transmitido pela Nacional em 12 de março de 1959. A gravação original de Merci (curioso batismo vernacular do bolero "L'edera") é também de Heleninha para seu 78 rpm da Todamérica sob o número 5.772.

BATE UM SAMBA
Este Bate um Samba não faz justiça a seu autor Guio de Moraes. Contudo, salva-se a nossa Heleninha Costa. Neste registro, aliás, muito próxima a Dircinha Baptista na maneira de cantar, em especial ao abrir as vogais e prolongar determinadas notas. Mais uma gravação original da própria cantora (LP TA-331 Todamérica, 1958). O fonograma foi extraído de um dos programas da Nacional mais frequentados por Heleninha ao final dos anos 50, o Rádio Miniatura Niasi (1960), produzido por Lourival Marques.

JUNTO DE TI
O bolero dominou amplamente os veículos de comunicação do Brasil, em especial logo depois da 2a. Guerra Mundial. Houve boleros ótimos e boleros horrendos, como em qualquer modismo musical. Este Junto de Ti fica em cima do muro: nem muito mau, nem muito bom. O programa foi extraído do esfuziante programa A felicidade bate à sua porta, transmitido pela Nacional em 2 de julho de 1950. A gravação original foi também da própria Heleninha, pela mesma época (Disco Sinter 05, lançado em agosto de 1950).

BAIÃO SERENATA
Enquanto as grandes empresas do lazer norte-americano despejavam por aqui ao final dos 40 sua enxurrada de ritmos, de discos, de filmes e de modismos de várias ordens, a cena musical brasileira resistia com duas pontas-de-lança: o baião e o samba-canção. O baião - com todo seu vigor telúrico do nordeste - foi urbanizado e transposto para o mass media pela dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira. Este Baião-Serenata é um exemplo de grandeza e despojamento vital do novo ritmo. Menos baião e mais toada, a peça resiste pela beleza da interpretação de Heleninha. O fonograma foi extraído do programa Noite de Estrelas, transmitido pela Nacional no dia 12 de junho de 1953. A gravação original foi feita pela cantora quase um ano antes (RCA 80-0978, de 4/7/1952).

DORME
A transposição do bolero de Miguel Prado Dorme para fox acabou virando uma canção, talvez uma berceuse, na interpretação seguríssima de Heleninha Costa. Este é o fonograma mais antigo dos doze aqui incluídos e é datado de 12 de janeiro de 1948. O programa de onde ele foi extraído é o célebre Cancioneiro do Leite de Rosas, em que reinava absoluto Francisco Alves. A participação de Heleninha, como convidada do "Rei da Voz", atesta muito bem o grau de prestígio musical que a cantora detinha no meio artístico da época. O fonograma, aliás, é muito valioso até porque esta versão de Haroldo Barbosa nunca foi exibida por Heleninha nem antes nem depois desse registro.

O SAMBA É UM LAMENTO
Mais um samba-exaltação ao próprio samba. Uma receita literária muito ao gosto da nostálgica e ingênua década de 50. Aqui, uma dupla ilustríssima, J.Cascata e Nássara, dão um perfil apoteótico ao velho samba, transformando um gênero musical a partir do segundo decênio deste século. A muito bem feita letra Nássara não deixa de ser uma resposta dos tradicionalistas do samba ao discurso revolucionário da bossa nova, que pregava a estética da flor, do mar, do sal e do sol. O fonograma foi extraído do programa Rádio Miniatura Niasi, datado de 26 de dezembro de 1961. E a gravação original foi também feita por Heleninha três anos e meio antes, em julho de 1958 (LP TA-331 - Todamérica).

SIGA
Um momento muito especial deste LP é este fonograma com a interpretação de Heleninha para Siga, esta joia de Fernando Lobo: aqui, a contenção, a presença de espírito e a luminosidade da arte da cantora extrapolam e passam a construir um momento muito claro a que habitualmente se dá o nome de "momento mágico". É aquele momento em que tudo converge e vira beleza. É a liberação dos anjos e dos demônios: é a obra de arte. De longe, a melhor gravação de Siga. De longe, uma das mais preciosas interpretações de uma cantora cheia de pontos altos. Este fonograma, privilegiado também por um arranjo irretocável de Radamés, foi extraído do programa Este mundo é uma delícia, transmitido pela Rádio Nacional em 13 de março de 1959. A gravação original da peça foi do Trio Irakitan, ainda com o falecido Edinho ao lado de Gilvan e Joãozinho (Odeon - 10.955, gravado em 26.1.56).

DIFERENTE
O refinamento com que o rádio era feito nas décadas de 40 e 50 nunca foi superado por qualquer outro veículo de comunicação de massa neste país. A Rádio Nacional se esmerava a tal ponto com seu padrão de qualidade que não apenas seus programas noturnos eram classe A. Os frenéticos programas diurnos de auditório mereciam igualmente cuidados musicais que até hoje não têm paralelos. Exemplo vocês têm neste fonograma: aqui se guardou para a posteridade a estreia do programa Alegria meus senhores, do animador Manuel Barcellos. O requintado arranjo para o choro de Raimundo Flores é de Radamés e este é um fonograma inédito, já que nunca foi a música transposta para disco.

MIX: AFINAL E FELICIDADE
O bolero Afinal foi um dos triunfos fonográficos da carreira de Heleninha Costa. Lançado em disco Sinter (no. 48) no ano de 1951, o bolero varou os anos seguintes, incorporando-se à bagagem permanente de sua criadora. Escrita por Ismael Netto (marido da cantora e arranjador do conjunto Os Cariocas) e Luiz Bittencourt, a música participou do programa A pausa que refresca da Nacional no dia 17/8/51. No dia anterior, e no mesmo programa, Heleninha cantou um samba-canção que despontava, típico daquele começo de década. Era Felicidade, da excelente dupla Luiz Antonio e Jota Jr., uma música que depois veio inspirar outro samba-canção famoso, Rua sem sol, de A. Seixas e Chocolate. Felicidade e Afinal foram lançados em disco por Heleninha dois meses antes desses fonogramas (Discos Sinter, n0. 48 - julho de 1951).

TERRA SECA
Peça talhada para sua voz e sua personalidade, Heleninha Costa exibe aqui um "à vontade" insuperável. De mais a mais, o programa de que foi extraído o fonograma terá sido certamente um momento importante da radiofonia na época: a estreia de Ary Barroso na Nacional, no dia 27 de julho de 1956. O programa Aqui está o Ary foi produzido e apresentado por Paulo Roberto, o admirável Dr. Paulo Roberto, cuja voz emocionada se ouve ao final, registrando a calorosa recepção à Heleninha Costa tributada pelo auditório. A cantora por sinal nunca levaria a disco esta música, que foi gravada, entre outros, por dois astros de primeira grandeza: Déo e Orlando Silva. A gravação original de Terra Seca, contudo, remonta ao ano de 1943 (20 de setembro) e foi realizada pelos Quatro Azes e Um Coringa (Odeon - 12.375).

Ricardo Cravo Albin - março.1989